Por ter seus pacientes localizados em vários pontos geográficos da cidade, torna-se mais dificultoso a supervisão direta dos serviços pre...

Desvantagens do Home Care para o plano de saúde

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Por ter seus pacientes localizados em vários pontos geográficos da cidade, torna-se mais dificultoso a supervisão direta dos serviços prestados, sendo que, a medida que o número de pacientes aumentam, menos contato físico direto o gestor do plano de saúde terá com seu usuário internado.

Por não existir linguagem específica ao atendimento domiciliário à saúde, conformar com as exigências da ANS em relação ao TISS e TUSS torna-se um grande desafio.

Enquanto a ANS exige que o Plano de Saúde obtenha um número de CNES dos prestadores de serviços em home care, o Próprio Ministério da Saúde não reconhece uma empresa de home care como estabelecimento de saúde e não libera um número do CMES; veja a RDC Nº. 7 , de 2 de fevereiro de 2007.

Existem poucos profissionais que realmente entendem sobre a natureza do home care e sua operacionalização, este fato obriga os planos de saúde a contarem com uma mão de obra, muitas vezes, desqualificada, e que, com frequência, devido aos seus erros de julgamento, criam riscos desnecessários para a operadora durante o processo de captação e cuidados de pacientes usuários em home care.

Como negociações por pacotes são, unicamente aplicáveis ao modelo hospitalocêntrico devido à impossibilidade de padronização dos serviços de home care, os planos de saúde se vêem obrigados a forçarem negociações por pacotes que, na maioria das vezes, ou gera perdas para o plano de saúde ,ou para o prestador, criando assim, uma aura de desconfiança e ressentimento ente as partes. Ao contrário do ambiente hospitalar onde existem inúmeros procedimentos médico que podem, com facilidade serem padronizados e organizados em pacotes. Geralmente, o plano de saúde perde com os acordos por pacote.

A natureza da atividade em home care faz com que a supervisão direta dos serviços prestados seja intermitente. Este fato gera certo grau de risco atrelado à má pratica das disciplinas envolvidas (fisioterapia, enfermagem, medicina etc.), criando um risco direto não só para as empresas prestadoras de serviços de home care, como também, para sua contratante; o plano de saúde.

Um processo de captação quando feito de forma errada pelo plano e ou prestador, pode gerar ações judiciais que podem levar o plano a grandes prejuízos financeiros atrelados a liminares, e ou julgamentos favoráveis que levam o plano de saúde a terem que arcar com os cuidados do paciente de forma indefinida.

O plano de saúde em home care é mais vulnerável aos efeitos deletérios acoplados aos erros médicos e de outros profissionais.

Monitoramento dos recursos utilizados é mais difícil em home care.

Certos prestadores de serviços de home care utilizam metodologias agressivas de busca e captação de pacientes, criando expectativas exorbitantes junto aos pacientes e familiares quanto ao direito ao home care, gerando assim muitos riscos para o plano de saúde.

Fonte: Portal Home Care

Vantagens do Home care Muito é dito a respeito das vantagens que o home care oferece ao paciente; muito do que é dito, quase sempre, não é...

Vantagens do Home Care para o paciente

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Vantagens do Home care Muito é dito a respeito das vantagens que o home care oferece ao paciente; muito do que é dito, quase sempre, não é levado a sério pelas pessoas que jamais tiveram uma experiência com esta modalidade de serviços.

Perceba que digitei “pessoas que nunca tiveram uma experiência com a modalidade", com isto, quis deixar claro que, somente pessoas que jamais tiveram uma experiência com o home care, não levarão a sério a afirmação de que o home care trás incontáveis vantagens para o paciente. Não são poucos os testemunhos de pacientes, familiares e ou profissionais de saúde que, empolgadamente, relatam como o paciente melhorou sua saúde rapidamente após ter sido transferido de um hospital ao seu ambiente domiciliar.

Em nossa prática, observamos diariamente como os pacientes melhoram rapidamente de suas enfermidades no ambiente do lar. Temos relatos de pacientes que foram enviados para casa por seus médicos titulares com o intuito de transitar para a morte, serem gerenciados pelo programa de cuidados paliativos, más que, porém, ao se estabelecerem em seus ambientes familiares, junto à suas coisas e pessoas que os amam, estes pacientes tem a experiência de uma recuperação espantosa, muitas vezes, indo contra os seus prognósticos, outras vezes, vivendo muito mais tempo do que fora estimado pelos seus médicos.

Esta melhora mais rápida, assim como este prolongamento da vida são consequência de um estado mental superior, um estado mental onde o paciente se sente protegido e amado no seu ambiente do lar. Sabemos ainda, que, psicologicamente, os pacientes passam a encarar o fato de estarem em suas residências como um forte sinal de melhora de quadro.

O paciente, quando está no hospital, se sente doente, pois o hospital é para pessoas doentes, enquanto, ao serem transferidos para os seus lares, eles interpretam a situação como se já não estivessem mais doentes, ou pelo menos não tão doentes, pois, ir para casa após uma hospitalização, é sinônimo de se estar recebendo alta do hospital e deixando a enfermidade para traz- se vou para casa é porque não estou mais doente.

Logicamente, que existem muitas outras vantagens além de uma recuperação mais rápida, e ou a prolongação de uma vida com qualidade e dignidade, porém, por julgar estas razões suficientemente superiores a quaisquer outras, não se faz necessário listar outras vantagens, pois, o que é mais importante do que a saúde e a dignidade humana?

Fonte: Portal Home Care

Os pacientes neurológicos podem apresentar incapacidades sob o ponto de vista funcional, prejudicando de maneira significativa sua qualid...

Atuação do fisioterapeuta no atendimento domiciliar de pacientes neurológicos

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Os pacientes neurológicos podem apresentar incapacidades sob o ponto de vista funcional, prejudicando de maneira significativa sua qualidade de vida, além da dinâmica financeira. As características clínicas das doenças do sistema nervoso são determinadas pelo local ou locais da lesão e sua extensão. Contudo, é essencial apreciar a natureza integrativa e a complexidade do sistema nervoso ao estudar as características clínicas da doença ou da lesão. As incapacidades são uma agressão a autopercepção do indivíduo e a aceitação da incapacidade decorrente da lesão leva a alterações psicológicas.

Recuperar a função e melhorar a qualidade de vida dos pacientes é importante. Mas, além do aspecto clínico das síndromes neurológicas, os profissionais da saúde precisam olhar holisticamente o paciente, para os aspectos psicossociais e os processos de ajustamento envolvidos.

Um dos objetivos da fisioterapia na reabilitação de pacientes portadores de doenças neurológicas crônicas é alcançar maior grau de independência. A motivação do paciente e a aceitação no que diz respeito às alterações do seu estilo de vida são fatores relevantes para o sucesso da reabilitação. O profissional precisa inicialmente dominar a capacidade de se comunicar e angariar a confiança e, assim,
a cooperação do paciente. Sua conduta não deve ser restrita ao protocolo de tratamento, mas também a boa avaliação, monitorização do progresso e orientação aos parentes nos cuidados e na convivência com o doente.

O atendimento domiciliar deve ser estruturado considerando alguns fatores como as condições sociais e econômicas, equipamentos necessários, identificação do cuidador do paciente em casa e o envolvimento no programa. O considerável efeito psicológico que as visitas do Fisioterapeuta surtem na vida e no cotidiano dos pacientes com doenças neurológicas, uma vez que, além da reabilitação física, estes pacientes desenvolvem a sensação de segurança e confiança.

O Programa de Saúde da Família (PSF) e o home care põem em evidência o atendimento em domicílio por parte de equipes de saúde. O Ministério da Saúde (MS) assume, desde a Constituição de 1988, o compromisso de reestruturar o modelo de atenção no Brasil, partindo de um referencial de saúde como direitos de cidadania, pressupondo a organização de serviços cada vez mais resolutivos, integrais e humanizados. As políticas municipais têm se organizado a partir do Programa de Saúde da Família (PSF), proposta que se insere no nível da atenção básica e que persegue o objetivo final de promover a qualidade de vida e bem estar individual e coletivo, por meio de ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde.

A presença escassa do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional no PSF é questionada. O que falta aos conselhos e associações profissionais destas áreas é uma
proposta do que pode ser feito na organização desses serviços nos municípios, dentro de uma visão de saúde pública. Sob o ponto de vista crítico, seria de suma importância a inserção profissional do Fisioterapeuta no PSF, com o objetivo de
prevenção e tratamento nas diversas enfermidades. Destacase a importância da atuação social deste profissional, em especial no Nordeste brasileiro, como nos casos do município Camaragibe (PE), Quixadá e Sobral (CE). Igualmente marcante ocorre no estado de Minas Gerais, com o programa de internato rural com a mesma preocupação social e exemplos como os de Campos de Goytacazes, Macaé, Paracambi, no Estado do Rio de Janeiro.
Em Londrina (Paraná), o Serviço de Internação Hospitalar (SID), conta com atenção domiciliar visando propiciar a recuperação mais rápida do paciente, diminuir os riscos das infecções hospitalares e liberar leitos nos hospitais (11). Nesse tocante, foi observado que a atuação fisioterapêutica em domicílio vai além da atenção direta ao paciente, é também mantido o contato com a família. A proposta no programa é de educar e capacitar membros da família para os cuidados com o paciente no domicílio.

Este estudo teve como objetivo investigar a efetividade da Fisioterapia na atuação do cuidador e no quadro clínico dos pacientes neurológicos assistidos por uma equipe
multiprofissional. Para alcançar esses objetivos, foram investigadas as alterações presentes nos pacientes decorrente da doença neurológica, a percepção do cuidador em relação ao tratamento domiciliar, a influência do Fisioterapeuta e demais profissionais de saúde no papel executado pelo cuidador e as repercussões no seu bem-estar.
O estudo anseia que um contexto mais humanístico seja valorizado no tratamento dos pacientes neurológicos dentro da equipe multiprofissional e questiona a escassez dos
profissionais de Fisioterapia nas equipes do PSF.

Veja o estudo completo clicando aqui