Eles são peças-chave no guarda-roupa de qualquer mulher. O salto alto faz parte do universo feminino há décadas e de lá pra cá, a adesão só ...

Uso contínuo do salto alto causa doenças na coluna


Eles são peças-chave no guarda-roupa de qualquer mulher. O salto alto faz parte do universo feminino há décadas e de lá pra cá, a adesão só aumenta. Mas o uso contínuo dos saltos pode trazer sérios problemas na saúde, principalmente relacionados a coluna. São considerados altos, os saltos acima de 15 centímetros. Os de 5 a 10 centímetros são medianos e abaixo disto são considerados baixos.

Segundo a fisioterapeuta Juceline Nóbrega, os pés são muito acometidos por diversas doenças. E o salto alto auxilia para o aparecimento destas, principalmente na coluna lombar, que é o eixo de sustentação do corpo. Além disto, também causa o encurtamento dos músculos da panturrilha (batata da perna).
"O uso contínuo do salto alto causa dores na coluna, calcanhar e também o chamado "esporão de calcanho" porque o salto não tem proteção contra o impacto do pé no chão. Não oferece proteção para o calcanhar", disse Juceline Nóbrega. Os saltos também causam a "fascite plantar" por causa do impacto e do uso prolongado. Outro problema muito comum causado pelos saltos é a entorse, as famosas "viradas de pé", muito comuns entre as mulheres.

"Os saltos não dão estabilidade para o pé e deixam as mulheres com o centro de gravidade muito para frente. As calçadas daqui possuem muito desnivelamento, o que propicia quedas", afirma a fisioterapeuta. Juceline Nóbrega. Ela indica os saltos "anabela" que são retos em toda a sua extensão. "Indico para o cotidiano do trabalho, porque o desnivelamento do calcanhar é menor. Mas nada impede o uso do salto alto no finais de semana, por exemplo", destaca.

A fisioterapeuta disse que exercícios para os pés são importantes para aliviar as dores. O alongamento do isquiostibiais (perna) pode ser feito com o lençol ou com uma cordinha, duas vezes por dia, durante dez minutos e previne câimbras, inchaços e dores.
Outra dica importante é escolher a numeração correta para os pés para que o calçado não fique apertado ou folgado. "O escalda pé com água morna também é muito bom. A pessoa pode colocar pedrinhas ou bolinhas de gude (petecas) e fazer movimentos para frente e para trás com os pés. É relaxante e reduz o impacto. Deve ser feito três vezes por semana", disse Juceline Nóbrega.

Ainda sobre as sandálias, ela chama a atenção para que não seja usada sandália rasteira, porque não tem alcochoamento para suportar os impactos. Os calçados pedem o máximo de conforto e ao sentir dores é preciso procurar um médico para um diagnóstico diferencial.

A geriatria é a especialidade médica que se ocupa das pessoas idosas e suas doenças. A gerontologia é o estudo do envelhecimento. Não há ida...

Implicações de doenças em idosos

A geriatria é a especialidade médica que se ocupa das pessoas idosas e suas doenças. A gerontologia é o estudo do envelhecimento. Não há idade específica na qual uma pessoa tornase "idosa", embora, tradicionalmente, ela tenha sido estabelecida como sendo de 65 anos, pelo fato de ser quando os trabalhadores adultos costumam aposentar.

Diversos distúrbios, às vezes denominados síndromes geriátricas ou doenças geriátricas, ocorrem quase que exclusivamente em adultos idosos. Outros distúrbios afetam pessoas de todas as idades, sendo, no entanto, mais graves ou causando sintomas ou complicações diferentes nas pessoas idosas. Com freqüência, as pessoas idosas padecem de uma doença de forma diferente à das pessoas mais jovens.

Uma doença pode causar sintomas diferentes em pessoas idosas. Por exemplo, uma glândula tireóide hipoativa habitualmente faz com que pessoas mais jovens ganhem peso e tornem-se mais lentas. Em uma pessoa idosa, a tireóide hipoativa também pode provocar confusão mental, a qual pode ser confundida com a demência. Já uma tireóide hiperativa faz com que as pessoas mais jovens tornem-se agitadas e apresentem perda de peso, enquanto que, nos idosos, ela pode causar sonolência, isolamento, depressão e confusão mental.

Em geral, a depressão faz com que adultos jovens tornem-se propensos ao choro, à retração e demonstrem tristeza. Nas pessoas idosas, a depressão algumas vezes acarreta confusão mental e perda de memória, podendo ser equivocadamente interpretado como demência. Antigamente, as doenças agudas, como o infarto do miocárdio, as fraturas do quadril e as pneumonias, quase sempre resultavam na morte de idosos. Hoje, essas doenças são tratáveis e controláveis, mesmo que elas não sejam curáveis. Por sua vez, uma doença crônica não significa necessariamente incapacidade.

Atualmente, muitas pessoas com diabetes, problemas renais, cardiopatias e outras doenças crônicas perceberam que podem manter-se funcionais, ativas e independentes. Fatores sociológicos e econômicos costumam influenciar a forma com que as pessoas idosas procuram e recebem cuidados médicos.

Muitos idosos tendem a ocultar pequenos problemas de saúde e não procuram ajuda médica até que estes se tornem realmente graves. As pessoas idosas tendem a apresentar mais de uma doença concomitantemente, sendo que uma pode exercer influência sobre a outra. Por exemplo, a depressão pode piorar a demência e o diabetes pode agravar uma infecção. Outros fatores sociológicos complicam a doença nas pessoas idosas. Quando a doença causa alguma perda temporária ou permanente da independência, a pessoa idosa pode tornar-se deprimida, passando a necessitar de auxílio psicológico e de um serviço social.

Por essas razões, é comum os geriatras recomendarem o tratamento multidisciplinar. Com esse tipo de tratamento, a equipe clínica, a qual pode ser formada por médicos, enfermeiros, assistentes sociais, terapeutas, farmacêuticos e psicólogos, planeja e implementa o tratamento sob a liderança do médico principal.

Distúrbios que Afetam Principalmente as Pessoas Idosas


Moléstia ou Distúrbio
 
Explicação
 
Moléstia ou Distúrbio
 
Explicação

Doença de Alzheimer e outras demências
 
Distúrbios cerebrais que acarretam a perda progressiva da memória e de outras funções intelectuais
 
 
Osteoartrite
 
Degeneração da cartilagem que reveste as articulações, causando dor

Úlceras de decúbito
 
Lesões da pele em decorrência da pres-
são prolongada
 
 
Osteoporose
 
Perda de cálcio dos ossos, que os tornam frágeis e pode acarretar fraturas

Hiperplasia benigna da próstata
 
Aumento da próstata (nos homens), que bloqueia o fluxo urinário
 
Doença de Parkinson
  
Doença cerebral degenerativa e lentamente progressiva que acarreta tremores, rigidez muscular, dificuldade nos movimentos e instabilidade postural

Catarata
 
Opacificação do crista-lino, com comprometi-mento da visão
 
Câncer de próstata
 
Câncer da glândula prostática (nos homens)

Leucemia linfocítica crônica
 
Tipo de leucemia
 
Herpes zoster
 
Reativação do vírus da catapora latente, produzindo uma erupção cutânea e podendo acarretar dor prolongada

Diabetes tipo 2 (início na vida adulta)
 
Tipo de diabetes que pode não exigir o tratamento com insu-
lina
 
Acidente Vascular Cerebral
 
Obstrução ou sangramento de um vaso sangüíneo do cérebro, acarretando fraqueza, perda de sensibilidade, dificuldade para falar ou outros problemas neurológicos

Glaucoma
 
Aumento da pressão
em uma das câmaras
do olho, podendo re-duzir a visão e causar cegueira
 
 
Incontinência urinária
 
Incapacidade de controlar a micção

Gamopatias monoclonais
 
Grupo de doenças diversas caracteriza-
das pela proliferação anormal de um mes-
mo tipo de célula que produz níveis elevados de uma imunoglobulina
 
  
 
 

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Doenças geriátricas






 

 
 
 

O envelhecimento faz parte natural do ciclo da vida. É, pois, desejável que constitua uma oportunidade para viver de forma saudável, autónoma e independente, o maior tempo possível.

O envelhecimento deve ser pensado ao longo da vida. O ideal é, desde cedo, ter uma atitude preventiva e promotora da saúde e da autonomia na velhice.

A prática de actividade física moderada e regular, uma alimentação saudável, não fumar, o consumo moderado de álcool e a participação na sociedade são factores que contribuem para a qualidade de vida em todas as idades e, em particular, no processo de envelhecimento.

O sistema de saúde dispõe, numa perspectiva individual, de uma rede de prestação de cuidados de saúde (com serviços integrados, centrados em equipas multidisciplinares e com recursos humanos devidamente formados), com uma componente de recuperação global e de acompanhamento das pessoas idosas, designadamente através da rede de cuidados continuados, que, por sua vez, integram cuidados de longa duração.

Uma boa saúde é essencial para que as pessoas mais idosas possam manter uma qualidade de vida aceitável e possam continuar a assegurar os seus contributos na sociedade. Pessoas idosas activas e saudáveis, para além de se manterem autónomas, constituem um importante recurso para as suas famílias, comunidades e até para a economia do país.

Porém, nem sempre é possível viver o envelhecimento em plena saúde. A maioria das pessoas chega a idosa com doenças crónicas e não transmissíveis. As patologias incapacitantes mais frequentes nas pessoas idosas são as fracturas, incontinência, perturbações do sono, perturbações ligadas à sexualidade, perturbações de memória, demência (nomeadamente doença de Alzheimer, doença de Parkinson), problemas auditivos, visuais, de comunicação e da fala.

Mas isso não significa, necessariamente, que se tornem incapazes de lidar com a sua evolução ou que não possam prevenir o aparecimento de complicações.

O que são doenças geriátricas?

Algumas doenças, denominadas, por vezes, de síndromas ou doenças geriátricas, apresentam-se quase exclusivamente em adultos de idade avançada.

Também se incluem nas perturbações geriátricas aquelas que afectam os indivíduos de todas as idades, mas que na velhice são mais frequentes ou mais graves ou que causam sintomas ou complicações diferentes.

A geriatria é a especialidade médica que se ocupa das pessoas de idade avançada e das doenças de que sofrem.

Não há uma idade específica que determine a velhice, contudo, para efeitos de estudos, estatísticas, etc. consideram-se pessoas idosas as que têm mais de 65 anos, por ser a idade habitual da reforma. 

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Os estudos direcionados a terceira idade, têm apontado uma gama de benefícios à saúde a sociedade promovidos com a prática de atividades fís...

A recreação na terceira idade


Os estudos direcionados a terceira idade, têm apontado uma gama de benefícios à saúde a sociedade promovidos com a prática de atividades físicas cotidianas. Fator preocupante, pois está comprovado que a cada ano a população que pertence ao grupo da terceira idade, cresce de forma acelerada e sem os devidos esclarecimentos a respeito desses tais benefícios. Uma rotina ativa com simples tarefas, incluindo atividades leves individuais ou coletivas como: caminhadas de baixa intensidade, a utilização de escadas ao invés de elevadores, cuidar do jardim, atividades aquáticas, viagens turísticas a lazer em geral, proporcionam uma melhoria na condição física e psicológica, auxiliando na realização de movimentos do dia-a-dia, tornando esses indivíduos prestativos em seu meio social e conscientes enquanto cidadãos (LACOSTE, 1993).
   Em nosso estudo, nos deparamos com uma realidade muito diferente, afastada da ideal. Os idosos residentes no asilo São Francisco de Assis, por exemplo, não contam com atividades que visam uma melhoria na qualidade de vida e bem estar físico, convivem com uma deficiência total de atividades recreativas e a ausência de programas que estimulem o lazer, contribuindo diretamente para que a vida destes idosos se torne cada vez mais ociosa.

II - Problematização do estudo

   Em decorrência da idade avançada e das perdas biológicas e sociais, o idoso passa a sofrer preconceitos, dentre eles a exclusão do meio produtivo e como também das perdas afetivas. Esta rejeição na maioria das vezes parte da própria família que o considera um estorvo dentro do lar. A solução mais prática vista pelos seus familiares é a "internação" numa casa de repouso - asilos.
   Os asilos locais são que não oferecem atividades suficientes para suprir suas necessidades. Tendo sempre uma vida monótona. Com o intuito de viabilizar momentos de descontração, promovemos atividades recreativas estimulando o organismo a produzir substâncias como, endorfinas e andrógenos, que são responsáveis pela sensação de bem estar fazendo com que seja recuperado a auto - estima. Estas sensações são inibidas pelo sedentarismo que somado ao stress provoca patologias fisiológicas e psicológicas.

III - Problema
   Como desenvolver a recreação para os idosos no Lar São Francisco de Assis?

IV - Objetivo: Verificar as mudanças de comportamento durante a recreação, em um estudo piloto.

V - Relevância do Estudo

   Através de uma proposta de intervenção, aproximar-se, buscar entender e intervir numa realidade que até então não conhecíamos, buscando as possibilidades de promover uma reintegração dos idosos no asilo e a recuperação da auto-estima.

VI - Revisão de Literatura

   O envelhecimento é um processo fisiológico e não está necessariamente ligado à idade cronológica. É nessa perspectiva que encaminhamos nosso trabalho, no sentido de compreender a fim de amenizar os problemas inerentes à Terceira Idade, promovendo momentos de prazer e descontração para que essa realidade seja plena, saudável e com melhores condições de vida.


   Antigamente, nas sociedades tradicionais, os velhos eram muito considerados, por serem sinônimo de lembranças e sabedoria. Atualmente o descaso e o desprezo os excluem da sociedade, que os julgam improdutivos. É comum encontrar idosos abandonados e ignorados dentro da própria família.


   A velhice sempre é vista, como um período de decadência física e mental. É um conceito equivocado, pois muitos cidadãos que chegam aos 65 anos, já que esta é a idade oficializada pela Organização das Nações Unidas, ainda são completamente independentes e produtivos.    

Acreditamos na decadência sim, mas da sociedade que perde, não dando valor ou criando espaços adequados para as necessidades de nossos velhos. A população idosa, em nosso país, cresce a cada dia e com ela as dificuldades e as necessidades de adequar soluções eficientes, junto aos órgãos públicos, com o objetivo de tornar digna a vida dos nossos idosos.

   Essa população que vem aumentando acentuadamente, não é, na maioria das vezes, reconhecida pela sociedade - até mesmo pela sua família - sendo vítimas de um relacionamento social impregnado de preconceitos.

   Geralmente, a velhice está ligada às modificações do corpo, com o aparecimento das rugas e dos cabelos brancos, com o andar mais lento, diminuição das capacidades auditiva e visual, é o corpo frágil. Essa é a velhice biologicamente normal, que evolui progressivamente e prevalece sobre o envelhecimento cronológico. Cientistas e geriatras preferem separar a idade cronológica (idade numérica) da idade biológica (idade vivida). Para eles, tanto o homem quanto à mulher se encontra na terceira idade por parâmetros físicos, orgânicos e biológicos.

   Uma velhice tranqüila é o somatório de tudo quanto beneficie o organismo, como por exemplo, exercícios físicos, alimentação saudável, espaço para lazer, bom relacionamento familiar, enfim, é preciso investir numa melhor qualidade de vida. Ao contrário do que se pensa os idosos podem e devem manter uma vida ativa. Essa vitalidade se estende à vida sexual e suas transformações hormonais, com isso a idade avançada não deve impedir que um casal tenha uma vida sexual ativa.

   A busca de uma vida com qualidade e o não aniquilamento da capacidade de amar, compreendendo-se aqui não só o relacionamento sexual, mas também o preenchimento das carências no que tange à afetividade e às expectativas de cada um: esta é a grande alavanca do bem-estar, da felicidade e, conseqüentemente, da longevidade.

   A elaboração de um programa de atividade física para a terceira idade deve levar basicamente em consideração o preparo para que o idoso possa cumprir suas necessidades básicas diárias (necessidades impostas pelo cotidiano), ou seja, tentar impedir que o idoso perca a sua auto-suficiência, através da manutenção de sua saúde física e mental.

   Antes de se iniciar a prática de exercícios com idosos é necessário que o mesmo faça uma avaliação médica. Sabe-se que o tipo de atividade física ideal (envolve variáveis tais como: atividade mais adequada, freqüência, intensidade de trabalho), é determinada por variáveis que vão desde os hábitos de vida (fumante, tipo de alimentação, presença ou não de atividade física atual) até os fatores geneticamente herdados. Tendo como objetivo final à melhora ou manutenção da qualidade de vida relacionada à saúde, deve-se, então, escolher as capacidades físicas que sejam pré-requisitos básicos para a conquista de uma vida saudável.

   As mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais que ocorrem com o processo de envelhecimento, vão influenciar de maneira decisiva no comportamento da pessoa idosa.

   Com o declínio gradual das aptidões físicas, o impacto do envelhecimento e das doenças, o idoso tende a ir alterando seus hábitos de vida e rotinas diárias por atividades e formas de ocupação pouco ativas. Os efeitos associados à inatividade e a má adaptabilidade são muito sérios. Podem acarretar numa redução no desempenho físico, na habilidade motora, na capacidade de concentração, de reação e de coordenação, gerando processos de autodesvalorização, apatia, insegurança, perda da motivação, isolamento social e a solidão.

   Os efeitos da diminuição natural do desempenho físico podem ser atenuados se forem desenvolvidos com os idosos, programas de atividades físicas e recreativas que visem a melhoria das capacidades motoras que apóiam a realização de sua vida cotidiana, dando ênfase na manutenção das aptidões físicas de principal importância no seu bem estar.

   É fundamental que o idoso aprenda a lidar com as transformações de seu corpo e tire proveito de sua condição, prevenindo e mantendo em bom nível sua plena autonomia. Para isso é necessário que se procure estilos de vida ativos, integrando atividades físicas a sua vida cotidiana.

   Particularmente as atividades recreativas devem ser: atraentes, diversificadas, com intensidade moderada, de baixo impacto, realizadas de forma gradual, promovendo a aproximação social, sendo desenvolvidos de preferência coletivamente, respeitando as individualidades de cada um, sem estimular atividades competitivas, pois tanto a ansiedade como o esforço aumenta os fatores de risco.

   Com isso é possível se alcançar níveis bastante satisfatórios de desempenho físico, gerando autoconfiança, satisfação, bem-estar psicológico e interação social.

   Deve-se levar em conta que o equilíbrio entre as limitações e as potencialidades da pessoa idosa ajudam a lidar com as inevitáveis perdas decorrentes do envelhecimento.

VII - Metodologia

   A característica do nosso estudo é a pesquisa participante, pois nos integramos ao grupo observado. Este tipo de estudo tem o objetivo inicial de ganhar a confiança do grupo, deixando expostas as nossas intenções mesmo que às vezes seja mais vantajoso ocultar alguns objetivos. "O observador participante enfrenta grandes dificuldades para manter a objetividade pelo fato de exercer influência no grupo ser influenciado por antipatias ou simpatias pessoais e pelo choque do quadro de referência entre o observador e o observado" ( MARCONI & LAKATOS, 1982: 68). No nosso caso, a partir das primeiras aproximações, ocorreu a participação real do grupo pesquisador com a comunidade através das atividades recreativas.

AMOSTRA: em um universo de 78 pessoas, a maioria delas de origem simples e pertencentes da classe trabalhadora, a realidade da nossa amostra variou entre 7 e 12 participantes nas atividades.

INSTRUMENTOS: a coleta de dados se deu através dos seguintes instrumentos: oficinas recreativas como desenhos, brincadeiras com massas de modelar, contos religiosos e músicas, e um diário de campo onde registramos e analisamos todos os nossos dados, apresentados a seguir.

Diário de Campo: relato do desenvolvimento das atividades

   No primeiro dia de visita ao Lar São Francisco de Assis, conversamos com a diretora Elizabete, que nos deixou totalmente à vontade, não demonstrando nenhuma resistência para fazermos nossa pesquisa, nem tão pouco fez questionamento a respeito da procedência das nossas intenções, não se preocupando em preservar a integridade dos idosos que ali residem. Este tipo de reação nos deixou alerta para a forma como os idosos são tratados. Reação um pouco diferente, tivemos em outro asilo (só de mulheres: Luiza de Marilac) que visitamos. Lá, a diretora indagou sobre nossa proposta de estudo, a fim de saber objetivamente a finalidade do nosso trabalho. Apesar disso, escolhemos o Lar São Francisco de Assis, que possui as instalações mais apropriadas para a realização do nosso projeto.

  O primeiro encontro foi um choque para nós, pois não conhecíamos de perto a realidade da vida monótona e solitária de um asilo. Dentre as pessoas que conversamos, algumas demonstraram total resistência às nossas aproximações, evitando qualquer possibilidade de diálogo. Durante este contato percebemos as dificuldades tanto psicológicas que iríamos enfrentar ao longo do trabalho.

    A partir do segundo encontro tivemos mais receptividade por parte dos idosos, que ficaram mais à vontade com nossa presença(apesar de não se recordarem de nossa última visita). Durante a conversa eles relatavam sobre suas tristezas, família, juventude,... e demonstraram receio de nós sermos mais um grupo que os visitariam e depois os abandonariam. Também fizeram reclamações do asilo, como a falta de atividades para ocupar o tempo ocioso, a má qualidade da alimentação e até furtos de objetos pessoais.

   Lá, a relação entre homens e mulheres é limitada, pois cada sexo tem seu corredor e um não pode visitar o outro, apesar das distâncias entre os sexos e da abstinência sexual, o desejo está bastante em alguns deles, como por exemplo, uma senhora que assediou o único componente masculino do grupo pesquisador em uma das oficinas realizadas. Percebendo isto, resolvemos integrar homens e mulheres no pátio (único lugar onde ambos os sexos poderiam se relacionar sem restrições), em uma conversa muito amistosa onde cantaram, contaram histórias, riram. Ao final deste encontro, fizemos propostas de oficinas que foram realizadas na visita seguinte. As oficinas mais cotadas foram: desenho, massa de modelar, jogos, contos religiosos, tudo acompanhado pelo som que eles mesmos escolheram: Roberto Carlos.

    Na oficina de desenhos, fornecemos materiais necessários - giz de cera e papel - para explorar a criatividade e o desenvolvimento motor. Sem que houvesse imposições de regras, deixando - os livres para a realização desta atividade. Observamos que através de rabiscos que tinham formas e cores variadas, alguns retratavam suas experiências enquanto criança ou durante determinada etapa de suas existências.

   Os desenhos não tinham uma definição lógica, eles diziam ser animais - pato, pata, onça, cobra, urso, ganso - sereia e até jangada. Podemos constatar que através das quantidades de cores utilizadas poderia haver alguma relação com seu estado emocional.

Foi curiosa a receptividade na oficina de massa de modelar, pois eles nunca tiveram a oportunidade de manuseá-la. Talvez por este fato não foram criativos, apenas repetiram os modelos apresentados pelos monitores. Pela falta de manuseio e o aroma atrativo, uma senhora mastigou um pedaço de massa, imaginamos que ela se confundiu com algum doce, pois era o que a mesma nos pedia.

   Com os contos religiosos, notamos que a explanação surtiu melhor entendimento e conseqüentemente maior participação que a leitura detalhada. Sentimos algumas dificuldades devido às deficiências auditivas. Talvez pela questão cultural eles preferiam escutar os contos religiosos.

VIII - Síntese dos resultados do estudo-piloto

   Foi verificado que as atividades recreativas proporcionam momentos de bem estar, uma vez que os idosos ali presentes tiveram uma participação ativa nas atividades propostas - no início apresentavam-se pacatos e no decorrer das propostas recreativas houve uma maior adesão por parte dos participantes - deste modo reativando sentimentos perdidos e a auto-estima como ponto fundamental de recuperação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS :

FARIA JUNIOR, Alfredo; MARQUES, Andréa G; KRIEGEL, Regina - Anais do II Seminário Internacional sobre Atividades Físicas para a Terceira
Idade. Rio de Janeiro: UnATI/UERJ, 1998.
FARIA JUNIOR, Alfredo - Atividades Físicas para a Terceira Idade. Brasília: Sesi-DN, 1992.
LACOSTE_MARQUES, Francisca in Actas in Physical Activity And Health In The Elderly, 486- 491. Oeiras: University of Porto, 1994.
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS Eva Maria - Técnicas de Pesquisa, 1ª Edição. Ed. Atlas, 1982. São Paulo.


 
Autores:
Thaís Simões Pires; Jorge Luiz Nogueira; Arizângela Rodrigues; Maria Guadalupe Amorim; Andréa Flávia Oliveira.
Acadêmicos/UFAL
 
* Trabalho desenvolvido junto à disciplina Introdução a Metodologia Científica. Atualmente encontra-se em andamento junto à linha de pesquisa Atividade Física e Saúde - LEPEL/UFAL, grupo temático Atividade Física para a Terceira Idade.
 
 
Fonte: Cooperativa do Fitness

Não fala, coordena vibrações nas cordas vocais,.. Não pensa, faz sinapse… Não toma susto, recebe respostas galvânicas incoerentes… Não chora...

O que é um fisioterapeuta?

Não fala, coordena vibrações nas cordas vocais,..
Não pensa, faz sinapse…
Não toma susto, recebe respostas galvânicas incoerentes…
Não chora, produz secreções lacrimais…
Não espera retorno de e-mail, espera feed back…
Não perde energia, gasta ATP…
Não divide, faz meiose…
Não beija, permuta microorganismos…
Não se olha no espelho, faz avaliação postural…
Não tem pigarro, tem tosse improdutiva…
Não sofre fratura, tem descontinuidade abruta e traumática do osso…
Não dança, faz cinésio…
Não se apaixona, tem comportamento de padrão motor ativado pelas reações químicas induzidas pelas respostas emocionais…
Não respira, faz troca gasosa…
Não sente dor, tem estímulos nociceptivos…
Não se espreguiça, faz alongamento…
Não "malha", faz movimentos de ação concêntrica e excêntrica…
Não caminha pela praia, deambula…
Não leva a colher � boca, faz movimento cinésio-funcional…
Não corre, executa ação de força explosiva..
Não tem estresse, tem arritmia sinusal
(T. Yung)

Principais tipos de tratamento fisioterápicos por Dra. Kaori Nakano Os recursos de tratamento fisioterápico variam conforme o obje...

Principais tipos de tratamento fisioterápicos

Principais tipos de tratamento fisioterápicos
por Dra. Kaori Nakano

Os recursos de tratamento fisioterápico variam conforme o objetivo (tratamento analgésico, antiinflamatório, diagnóstico, hipertrofia muscular, etc.), condições do paciente e estágio em que a lesão se encontra, e podem ser classificados principalmente em:

Cinesioterapia: terapia realizada por meio de exercícios de alongamento e fortalecimento, mobilizações, etc., visando a movimentação. Esta é a terapia mais utilizada, sozinha ou associada a outras formas de tratamento (eletroterapia, crioterapia, mecanoterapia, etc.)

Crioterapia: terapia realizada com o uso de frio nas mais variadas formas: compressas, imersão, varredura, dentre outras, para obtenção de analgesia, redução da inflamação e edema, estimulação neuromuscular, etc.

Eletroterapia: – terapia realizada por meio de equipamentos que fazem uso da corrente elétrica em vários parâmetros físicos (intensidade, freqüência, etc.) conforme o objetivo a ser atingido. As principais ações terapêuticas incluem a analgesia, excitação neuromuscular, regeneração de tecidos vasculares, iontoforese – introdução de medicamentos e diagnósticos de condições neuromusculares e órgãos internos. São os famosos "choquinhos": TENS, eletroacupuntura, correntes diadinâmicas, interferenciais, FES, etc.

Fototerapia: Terapia realizada por meio de luz (parâmetros físicos variáveis) para promoção de analgesia, reparo tecidual, redução da inflamação, dentre outros. Ex.: infravermelho, laser, etc.

Hidroterapia: Terapia por meio de exercícios realizados na água (fria ou morna) com imersão parcial ou total do corpo, visando relaxamento muscular, mobilidade articular, etc.

Massoterapia: Terapia realizada por meio de massagens como a drenagem linfática, massagens clássica e reflexa, etc. Os principais objetivos variam conforme a técnica utilizada: relaxamento muscular, drenagem de membros, estimulação de vísceras, etc.

Mecanoterapia: Terapia realizada por meio de agentes mecânicos com parâmetros variáveis como as demais com finalidade analgésica, antiinflamatória, sonoforese – introdução de medicamentos pelo ultra-som, etc. Ex.: ultra-som.

Respiratória: Terapia que inclui variadas formas de tratamento para reabilitação e promoção de saúde do sistema respiratório. Ex.: vibração manual, tosse assistida, pressão expiratória, drenagem postural, uso de incentivadores respiratórios, etc.

Terapia Manual: Terapia realizada por meio de técnicas manuais. Geralmente confundida com a massoterapia, distingue-se pela finalidade de restabelecer os movimentos e funções fisiológicas através de manipulações articulares e tecidos moles, alongamentos de fáscias e músculos, etc.

Termoterapia: Terapia realizada por meio de calor seco ou úmido com parâmetros físicos variáveis conforme o objetivo. Aqui entram as terapias por meio de ondas curtas e bolsas de água quente dentre outros, e visam a analgesia, relaxamento muscular, etc.

Antes de determinar qual o tipo de terapia mais adequada ao paciente/atleta, é importante ressaltar a necessidade de submeter-se a uma avaliação completa do quadro em que este se encontra: dados pessoais, queixa principal, dados que remetem ao mecanismo de lesão, estágio em que se encontra a lesão, realizar testes gerais de mobilidade e postura, testes específicos da região acometida e traçar um plano de tratamento/condicionamento em conjunto com demais profissionais para uma maior efetivação da terapia.

Fisioterapia domiciliar - A importância do tratamento imediato O pronto-atendimento fisioterapêutico é de suma impo...

Fisioterapia domiciliar - A importância do tratamento imediato

Fisioterapia domiciliar - A importância do tratamento imediato

O pronto-atendimento fisioterapêutico é de suma importância nos casos de lesões neurológicas (centrais ou periféricas), ortopédicas, vasculares, no pós- cirúrgico e principalmente no tratamento dos idosos, tendo em vista a maior dificuldade na reabilitação em função da idade.

Basicamente, o atendimento fisioterapêutico visa o restabelecimento do paciente o mais rápido possível, diminuindo o tempo em que ficaria acamado ou no leito hospitalar, acelerando o processo de reabilitação utilizando-se de recursos como:

1. Cinesioterapia - evitando espasticidades, retrações, escaras (feridas) de decúbito, hipotonia, hipotrofia; estimulando a circulação, o aumento da força muscular, da amplitude articular, da flexibilidade, objetivando a integridade músculo-articular;a deambulação(andar) deve ser estimulada o quanto antes;

2. Fisioterapia respiratória - reeducando a ventilação pulmonar, melhorando o padrão respiratório e a capacidade pulmonar, evitando infecções respiratórias;

3. Crioterapia (gêlo), ultra-som e tens (neuro-estimulação transcutânea) - são recursos utilizados para provocar analgesia e diminuir a inflamação dos tecidos;

A missão da fisioterapia domiciliar é tornar o paciente apto às atividades da vida diária o mais breve possível, com uma melhor qualidade de vida. Intervir rapidamente: esse é o segredo!

A Fisioterapia Neurofuncional, como é chamada nos dias de hoje, é bastante difundid...

Fisioterapia Neurologia

A Fisioterapia Neurofuncional, como é chamada nos dias de hoje, é bastante difundida em nosso meio e surgiu no fim da década de 40 com alguns pesquisadores como Rood, Kabat e Knott, Brunnstrom e Bobath.

Antigamente, baseava-se apenas em informações empíricas e experiências clínicas. Entretanto, atua hoje com base nos conceitos neurofisiológicos obtidos após condutas bem sucedidas, pesquisas intensas e árduo trabalho, direcionando-se o tratamento para a recuperação funcional mais rápida possível para o paciente seja ele pediátrico, adulto ou geriátrico.

Hoje, com as modernas técnicas e com o aprimoramento constante dos profissionais com cursos de aperfeiçoamento, essa área da fisioterapia obtém grandes resultados.

A fisioterapia neurofuncional no IGF também compartilha desse aprimoramento e pode minimizar as deficiências advindas das doenças que acometem o sistema nervoso como: Paralisia Cerebral, Esclerose Múltipla, Acidente Vascular Encefálico (derrame cerebral) dentre outras.

A reabilitação tem como intuito restaurar a identidade pessoal e social dos pacientes que sofreram lesões no córtex, tronco cerebral, medula espinhal, nervo periférico, junção neuromuscular e no músculo, buscando o bem estar físico e emocional do indivíduo.

O tratamento é globalizado e tem como objetivos principais:

  • Prevenir deformidades, orientar a família e o paciente seja ele adulto ou criança,

  • Normalizar o tônus postural,

  • Melhorar habilidades cognitivas e de memória,

  • Reintegrar o paciente a sociedade,

  • Diminuir padrões patológicos,

  • Prevenir instalação de doenças pulmonares ou qualquer outra intercorrência,

  • Manter ou aumentar a amplitude de movimento,

  • Reduzir a espasticidade,

  • Estimular as atividades de vida diária, a alimentação, o retreinamento da bexiga e intestinos, a exploração vocacional e de lazer;

  • Otimizar a qualidade de vida do paciente.

Diversas são as patologias neurológicas que podem ser tratadas pela fisioterapia. Dentre elas, discorreremos sobre as mais comuns:

Hemiplegia: Ocorre geralmente após um acidente vascular encefálico (Derrame Cerebral) onde o individuo geralmente fica com um lado do corpo paralisado.

Tratamento Fisioterápico: A reabilitação na hemiplegia é iniciada logo após o acidente vascular para fazer com que o paciente saia da cama e consiga realizar suas atividades mais independentemente possível.

A participação ativa do paciente é fundamental com o fisioterapeuta, para que ele possa aprender a controlar sua musculatura e movimentos anormais.

Doença de Parkinson: O paciente apresenta: tremor, bradicinesia (lentidão dos movimentos), rigidez muscular, alterações posturais e quedas freqüentes.

Tratamento Fisioterápico: O principal objetivo nesta patologia é trabalhar alongamento para melhorar amplitude do movimento, alinhar e melhorar a postura, treinar a marcha (com oscilação dos membros superiores), estimular reações de equilíbrio, treinar sentar e levantar de cadeiras, extensão e rotação do tronco. Os exercícios específicos e regulares são de fundamental importância para manter o paciente forte, flexível e funcional.

Polineuropatia: Refere-se aos obstáculos em que os nervos periféricos são afetados por um ou mais processos patológicos, levando-os á incapacidade motora.

Tratamento Fisioterápico: Na polineuropatia iniciaremos com cuidados respiratórios, controle de dor, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e adaptações às possíveis incapacidades do paciente.

Traumatismo Craniano: Depois de algum trauma, o cérebro quando lesado pode levar o paciente ao coma, déficits físicos e incapacidade.

Tratamento Fisioterápico: A prevenção de contraturas, a manutenção da função respiratória, a diminuição da elasticidade, a melhora da amplitude de movimento, a normalização de movimento e do tônus postural e o reforço das habilidades remanescentes serão as prioridades neste caso.

Paralisia cerebral: O paciente, em geral pediátrico, apresenta variações no tônus, problemas na coordenação da postura e nos movimentos. Suas atividades são baseadas no uso da mobilidade anormal, tornando-se cada vez mais limitadas.

Tratamento Fisioterápico: Usaremos aqui o desenvolvimento dos padrões de coordenação de movimento da criança normal. Facilitaremos o movimento combinado com inibição em situações funcionais em sua vida diária. Através dessas atividades, a criança tem a experiência de sensação de um movimento.

Vale acrescentar que os métodos de fisioterapia são cada vez mais valorizados pelos pacientes e por profissionais de saúde em geral. Na prática, a Fisioterapia Neurofuncional é aplicada com base em vários dos métodos de tratamento. É comum que o fisioterapeuta selecione técnicas específicas de diversos métodos de tratamento aplicando-as de acordo com as necessidades de seus pacientes.

Também se observa um enorme grau de liberdade criativa baseado nos conceitos gerais de cada método e na competência e profissionalismo de cada fisioterapeuta. Considerando-se que, seja qual for o método, o objetivo geral é promover o aprendizado ou reaprendizado motor desenvolvendo nos pacientes a capacidade de executar atividades motoras o mais próximo possível do normal.

De qualquer forma, não se pode esquecer que um fisioterapeuta sensível, capaz de estabelecer uma boa relação terapeuta X paciente, pode operar milagres no processo de recuperação de seu doente neurológico e é isso que você encontrará no IGF.



Hoje, com as modernas técnicas e com o aprimoramento constante dos profissionais com cursos de aperfeiçoamento, essa área da fisioterapia obtém grandes resultados.

A fisioterapia neurofuncional no IGF também compartilha desse aprimoramento e pode minimizar as deficiências advindas das doenças que acometem o sistema nervoso como: Paralisia Cerebral, Esclerose Múltipla, Acidente Vascular Encefálico (derrame cerebral) dentre outras.

A reabilitação tem como intuito restaurar a identidade pessoal e social dos pacientes que sofreram lesões no córtex, tronco cerebral, medula espinhal, nervo periférico, junção neuromuscular e no músculo, buscando o bem estar físico e emocional do indivíduo.

O tratamento é globalizado e tem como objetivos principais:

  • Prevenir deformidades, orientar a família e o paciente seja ele adulto ou criança,

  • Normalizar o tônus postural,

  • Melhorar habilidades cognitivas e de memória,

  • Reintegrar o paciente a sociedade,

  • Diminuir padrões patológicos,

  • Prevenir instalação de doenças pulmonares ou qualquer outra intercorrência,

  • Manter ou aumentar a amplitude de movimento,

  • Reduzir a espasticidade,

  • Estimular as atividades de vida diária, a alimentação, o retreinamento da bexiga e intestinos, a exploração vocacional e de lazer;

  • Otimizar a qualidade de vida do paciente.

Diversas são as patologias neurológicas que podem ser tratadas pela fisioterapia. Dentre elas, discorreremos sobre as mais comuns:

Hemiplegia: Ocorre geralmente após um acidente vascular encefálico (Derrame Cerebral) onde o individuo geralmente fica com um lado do corpo paralisado.

Tratamento Fisioterápico: A reabilitação na hemiplegia é iniciada logo após o acidente vascular para fazer com que o paciente saia da cama e consiga realizar suas atividades mais independentemente possível.

A participação ativa do paciente é fundamental com o fisioterapeuta, para que ele possa aprender a controlar sua musculatura e movimentos anormais.

Doença de Parkinson: O paciente apresenta: tremor, bradicinesia (lentidão dos movimentos), rigidez muscular, alterações posturais e quedas freqüentes.

Tratamento Fisioterápico: O principal objetivo nesta patologia é trabalhar alongamento para melhorar amplitude do movimento, alinhar e melhorar a postura, treinar a marcha (com oscilação dos membros superiores), estimular reações de equilíbrio, treinar sentar e levantar de cadeiras, extensão e rotação do tronco. Os exercícios específicos e regulares são de fundamental importância para manter o paciente forte, flexível e funcional.

Polineuropatia: Refere-se aos obstáculos em que os nervos periféricos são afetados por um ou mais processos patológicos, levando-os á incapacidade motora.

Tratamento Fisioterápico: Na polineuropatia iniciaremos com cuidados respiratórios, controle de dor, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e adaptações às possíveis incapacidades do paciente.

Traumatismo Craniano: Depois de algum trauma, o cérebro quando lesado pode levar o paciente ao coma, déficits físicos e incapacidade.

Tratamento Fisioterápico: A prevenção de contraturas, a manutenção da função respiratória, a diminuição da elasticidade, a melhora da amplitude de movimento, a normalização de movimento e do tônus postural e o reforço das habilidades remanescentes serão as prioridades neste caso.

Paralisia cerebral: O paciente, em geral pediátrico, apresenta variações no tônus, problemas na coordenação da postura e nos movimentos. Suas atividades são baseadas no uso da mobilidade anormal, tornando-se cada vez mais limitadas.

Tratamento Fisioterápico: Usaremos aqui o desenvolvimento dos padrões de coordenação de movimento da criança normal. Facilitaremos o movimento combinado com inibição em situações funcionais em sua vida diária. Através dessas atividades, a criança tem a experiência de sensação de um movimento.

Vale acrescentar que os métodos de fisioterapia são cada vez mais valorizados pelos pacientes e por profissionais de saúde em geral. Na prática, a Fisioterapia Neurofuncional é aplicada com base em vários dos métodos de tratamento. É comum que o fisioterapeuta selecione técnicas específicas de diversos métodos de tratamento aplicando-as de acordo com as necessidades de seus pacientes.

Também se observa um enorme grau de liberdade criativa baseado nos conceitos gerais de cada método e na competência e profissionalismo de cada fisioterapeuta. Considerando-se que, seja qual for o método, o objetivo geral é promover o aprendizado ou reaprendizado motor desenvolvendo nos pacientes a capacidade de executar atividades motoras o mais próximo possível do normal.

De qualquer forma, não se pode esquecer que um fisioterapeuta sensível, capaz de estabelecer uma boa relação terapeuta X paciente, pode operar milagres no processo de recuperação de seu doente neurológico e é isso que você encontrará no IGF.

Em pacientes hospitalizados é comum o aparecimento de alterações decorrentes da imobilidade prolongada a que são submetidos. Normalmente os...

Fisioterapia: Fator de Prevenção e Tratamento em Pacientes Hospitalizados

Em pacientes hospitalizados é comum o aparecimento de alterações decorrentes da imobilidade prolongada a que são submetidos. Normalmente os sistemas respiratórios, cardiovascular e neurológico dos pacientes são afetados podendo, inclusive, acarretar problemas mais graves, como pneumonias, tromboses, etc.

A fisioterapia realizada nesses pacientes visa a prevenção e o tratamento de doenças respiratórias e alterações que acompanham as doenças neurológicas, ortopédicas, cardiovasculares e clínicas em geral.

No sistema respiratório a imobilização continuada promove uma diminuição da força de seus músculos. Em decorrência disso, a capacidade e o volume pulmonar são alterados e a difusão alvéolo capilar sofre modificação, prejudicando o bom desenvolvimento do sistema.

Entre as principais alterações cardiovasculares estão as diminuições da eficiência da bombas musculares. Isso significa uma diminuição do retorno venoso, aumentando o risco de trombose venosa profunda. A hipotensão postural é outra conseqüência dessas alterações que se destacam no sistema cardiovascular.

Para cada semana de imobilização há uma queda de 20% da força muscular. A atrofia muscular pode resultar em falta de coordenação motora e osteoporose quando o paciente é submetido a um grande período de imobilidade. Para pacientes neurológicos pode ocorrer ainda um déficit motor, acarretando problemas como ineficácia do reflexo de deglutição, o que significa maior risco de aspiração pulmonar, alerta a fisioterapeuta.

Idosos

O cuidado com o paciente independe da idade, contudo pacientes idosos necessitam de atenção especial. A idade aumenta o risco de morbidade e mortalidade, em decorrência da natural deterioração das funções pulmonares e cardiovasculares. É comum que pacientes idosos apresentem rigidez na caixa torácica com alterações da mecânica respiratória, deficiência do reflexo de tosse o que leva a um maior risco de infecções respiratórias.

Cirurgias

Pacientes submetidos a cirurgias torácica, abdominal superior, portadores de doenças pulmonares, obesos, maiores de 70 anos e aqueles com histórico de fumo são candidatos à avaliação e acompanhamento no pré e pós-operatório. No pós-operatório o objetivo da fisioterapia, "é prevenir atelectasias, ou seja, falta de dilatação dos pulmões (principal causa de febre nas primeiras 48 horas após a cirurgia) e infecções respiratórias". Essa prevenção é feita através do aumento da capacidade residual funcional do paciente.

Numa cirurgia abdominal importante pode haver perda de 60 a 75% da capacidade vital e a capacidade residual pode cair a valores até 20% do normal. No caso de pessoas obesas a mecânica respiratória é agravada em função do achatamento do diafragma, diminuição da expansibilidade da caixa torácica e complacência pulmonar. Além disso, os obesos podem apresentar alterações circulatórias e metabólicas.

Um trabalho de fisioterapia bem feito, tanto no pré como no pós operatório, poderá significar a diferença entre um resultado de tratamento mal sucedido para um bem sucedido.

Idoso em atividade. Esse é o segredo Cadeira de balanço para as horas de descanço. E olhe lá! Não é porque a velhice chegou que a falta de ...

Atividades Físicas para a terceira idade


Idoso em atividade. Esse é o segredo

Cadeira de balanço para as horas de descanço. E olhe lá! Não é porque a velhice chegou que a falta de atividades físicas tem de vir à reboque. A prática de exercícios como hidroginástica, caminhadas, alongamento e musculação mantêm a qualidade dos músculos e nervos e, em conseqüência, preserva as demais funções do cotidiano.
"Alguns estudos recentes sobre terceira idade revelam que os exercícios com carga (musculação, por exemplo), têm efeitos benéficos na prevenção da osteoporose e da saúde óssea em geral", diz a a fisioterapeuta Kênia Guerra Baumann, da academia Triathon, em São Paulo. Quem optar por musculação deve atentar para cuidados com o peso e ritmo para que os exercícios não causaem problemas musculares, nas articulações ou cardiovasculares.

Riscos

Idosos que praticam atividade sem orientações especializadas estão sujeitos a problemas como lesões dos músculos, distensões e problemas articulares, principalmente de coluna e dos meniscos. Postura incorreta ou peso excessivo podem prejudicar as estruturas da coluna e, como se tratam de idosos, a recuperação é mais complicada porque as células do corpo estão em ritmo mais lento. Nos casos em que a pessoa tem osteoporose, o problema é ainda mais grave uma vez que as fraturas têm uma recuperação mais lenta.

Fonte: Terra

Pacientes brasileiros já podem contar com a mais recente inovação científica para o tratamento da Artrite Reumatóide.   O novo tratamento, ...

Inovação em Artrite Reumatóide


Pacientes brasileiros já podem contar com a mais recente inovação científica para o tratamento da Artrite Reumatóide.
 
O novo tratamento, resultado da mais recente evolução científica da biotecnologia, tem como meta interromper a progressão da doença.  A artrite reumatóide afeta cerca de 1% da população mundial - 75%, mulheres.  Caso a doença não seja tratada adequadamente, em menos de sete anos, o paciente pode estar incapacitado para atividades rotineiras simples, como abotoar uma blusa, ou alimentar-se.
 
O Abbott Laboratórios anunciou que,  já está disponível, em todo território nacional,  o Humira®, o primeiro anticorpo monoclonal totalmente humano indicado para o tratamento de artrite reumatóide (AR) de pacientes adultos. Segundo extensos estudos clínicos, HumiraÒ reduz os sinais e sintomas de AR e inibe a progressão da doença.  Dados internacionais indicam que a expectativa de vida média das pessoas portadoras de AR, caso não sejam adequadamente tratadas, pode ser reduzida em três a sete anos; a forma grave da doença pode antecipar a morte entre 10 a 15 anos. Dez por cento das pessoas portadoras de AR se tornam gravemente deficientes depois de 20 anos do surgimento da doença e não conseguem realizar suas atividades diárias de rotina, como se alimentar e vestir-se.
 
 
 
Inchaço, dor e rigidez matinal nas articulações (dedos das mãos, pés, pulsos, joelho, quadris, cotovelos e tornozelos), fraqueza, febre, perda de peso e depressão são alguns dos principais sintomas da artrite reumatóide (AR), uma doença crônica, incurável e auto-imune, que ataca o tecido, especialmente o que reveste e protege as articulações.
 
"O novo medicamento possibilita uma melhora significativa nos prognósticos clínico e radiológico, devolvendo a qualidade de vida e a melhora na capacidade funcional dos pacientes portadores de artrite reumatóide", afirma o reumatologista José Goldemberg, Professor Livre Docente de Reumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
 
Humira® já está aprovado cientificamente em 41 países (incluindo Brasil, Estados Unidos e países europeus) e lançado comercialmente em 26 (dados de maio de 2003).  Foi o primeiro anticorpo monoclonal aprovado na Europa para o tratamento de artrite reumatóide e o primeiro, em sua categoria, para ser administrado como monoterapia ou em associação com mextrato   Pelas suas características únicas, é o medicamento de maior sucesso nos 115 anos de história da Abbott, segundo avaliação da própria companhia. 
 
Causas da Artrite Reumatóide e o Modo de Ação do Anticorpo Monoclonal Totalmente Humano - A causa exata da artrite reumatóide (AR) não é conhecida.  Pesquisadores têm aceito a tese de que pessoas portadoras de AR têm um sistema imunológico super ativo, que produz em excesso as proteínas normalmente encontradas no corpo humano; a essa condição dá-se o nome de  fator alfa de necrose tumoral, (TNF-α).  Estas proteínas são armazenadas nas articulações e causam a inflamação associada à artrite reumatóide e a outras doenças auto-imunes. À medida que a proteína TNF-α se armazena nas articulações ocorre a inflamação, o que pode resultar na lesão na articulação. Devido ao papel que desempenha na progressão da AR, o bloqueio da atividade da TNF-α transformou-se no principal foco dos novos tratamentos biológicos para artrite reumatóide. Pacientes com AR apresentam erosão nas juntas rapidamente: 40 por cento em 6 meses e 70 por cento em dois anos.
 
"HUMIRA é o primeiro anticorpo monoclonal totalmente humano, o que significa que o sistema imunológico não pode determinar a diferença entre HUMIRA e um anticorpo normalmente encontrado no corpo humano", explica Dr. Antonio Carlos José, diretor médico da Abbott do Brasil.  "O alvo específico de HUMIRA é a proteína TNF-α, unindo-se a ela.  Esta aglutinação bloqueia a atividade do TNF- α, o que ajuda a prevenir a inflamação".
 
Seringa Especial para Auto Aplicação - HumiraÒ oferece a conveniência de uma dosagem quinzenal (aplicada a cada 15 dias), por meio de uma injeção subcutânea ("aplicação sob a pele"), que pode ser administrada com total segurança pelo próprio paciente. Para isso, foi desenvolvida uma seringa pronta para uso (sem necessidade de preparo da medicação antes da aplicação), com êmbolo especial, para ser mais facilmente manuseada pelos pacientes que sofrem com as deformações causadas pela artrite reumatóide. 
 
Período da manhã é o mais crítico para a ocorrência de infartos e derrames.
 
Durante o 14º Encontro da Sociedade Européia de Hipertensão, que aconteceu em Paris, especialistas internacionais em cardiologia posicionaram a redução da pressão arterial nas primeiras horas do dia como o novo foco no tratamento da hipertensão. Segundo cardiologistas, o período da manhã é o de maior risco para estes pacientes, uma vez que o aumento da pressão arterial e ocorrência de eventos cardiovasculares acontecem em grande parte, nesse período. Foi revelado também que, mesmo os pacientes submetidos ao tratamento da hipertensão correm risco, uma vez que a pressão da manhã continua sem controle em mais de 50% dos casos. A partir destes dados, os cardiologistas declararam que os agentes anti-hipertensivos que promovem controle contínuo da pressão durante todo o dia devem conferir benefícios em termos de proteção cardiovascular.
 
Dados apresentados durante o encontro mostraram que alguns anti-hipertensivos não protegem os pacientes contra o aumento do risco de eventos cardiovasculares durante a manhã, como infarto agudo do miocárdio. Isso foi evidenciado por resultados de estudo que mostraram que telmisartan, um bloqueador do receptor da angiotensina II, promove melhor controle da pressão arterial durante 24 horas, inclusive nas primeiras horas da manhã, quando comparado com os anti-hipertensivos valsartan ou locartan.
 
Atualmente, a importância do tratamento da pressão arterial nas primeiras horas da manhã é subestimada. Este fato, aliado a baixa adesão ao tratamento, é a principal barreira para o controle adequado da pressão, o que coloca os pacientes em risco de eventos cardiovasculares. "Isso evidencia a necessidade de agentes anti-hipertensivos que consigam manter a pressão controlada mesmo se uma dose for esquecida", explica o diretor da Unidade de Pesquisa de Hipertensão do Centre Hospitalier de l'Université de Laval, no Canadá, Yves Lacourcière.
 
Durante o encontro, Lacourcière apresentou os estudos MICADO I & II, que compararam a eficácia de dois medicamentos para controle da hipertensão: temilsartan 80 mg e valsartan 160 mg. Os resultados mostraram que o primeiro, cuja meia vida é de 24 horas, promove um melhor controle da pressão quando comparado ao segundo, com meia vida de 7 horas. Isso foi particularmente evidenciado durante as seis últimas horas do período da dose.
 
Os resultados dos estudos MICADO I & II coincidem com as atuais diretrizes da Sociedade Européia de Hipertensão e da Sociedade Européia de Cardiologia, que recomendam o uso de agentes de dose única e de longa ação no controle contínuo da pressão arterial durante 24 horas, diminuindo assim o risco de eventos cardiovasculares. As diretrizes reconhecem ainda que grande parte dos pacientes hipertensos também necessitam de mais de um agente no controle da hipertensão. Dessa maneira, é recomendado o uso de diuréticos associados ao anti-hipertensivo.
 
Resultados de Terapias Combinadas - O uso de medicamentos combinados para alcançar controle da pressão arterial foi tema de um estudo apresentado no Congresso da Sociedade Européia de Hipertensão, onde foram apresentados dados que comparavam o telmisartan em associação com hydroclorotiazida (Micardis Plus) com losartan em associação com hidroclorotiazida. Os resultados do estudo demonstraram que a primeira associação controla melhor a pressão do que a segunda durante as seis horas restantes do período da dose e é mais efetiva no controle da pressão matutina.
 
Telmisartan é o único bloqueador do receptor da angiotensina que demonstra controle da pressão arterial durante 24 horas e é superior em comparação a outros anti-hipertensivos. Dados de estudos sobre o uso ambulatorial de telmisartan mostram que o medicamento produz redução significante da pressão entre quatro a seis horas do período da dose em comparação a anti-hipertensivos como valsartan, losartan e amlodipine.
 
Atualmente, telmisartan está sendo investigado no mais amplo e ambicioso estudo realizado com bloqueadores do receptor da angiotensina, com mais de 53 mil pacientes em todo o mundo. Os programas ONTARGET (ONgoing Telmisartan Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial - Estudo Continuado com Parâmetro Clínico Global sobre Telmisartam Isolado e em combinação com Ramipril), PRoFESS (Prevention Regimen For Effectively avoiding Second Strokes - Sistema de Prevenção para evitar efetivamente o segundo derrame) e PROTECTION (Program of Research to shOw Telmisartan Endorgan proteCTIOn poteNtial - Programa de Pesquisa para Mostrar o Potencial de Proteção de Órgãos-alvo pelo Telmisartan) pretendem demonstrar  que o medicamento pode prevenir eventos cardiovasculares e proteger os órgãos-alvo.


Introdução Em 1970, a população idosa brasileira era de 5,1%; dez anos depois, em 1980, já chegava a 6,1% e em 1990 foi para 7,2%. Es...

Idoso: níveis de coordenação motora sob prática de atividade física generalizada

Introdução

Em 1970, a população idosa brasileira era de 5,1%; dez anos depois, em 1980, já chegava a 6,1% e em 1990 foi para 7,2%. Estima-se que em 2005, esta constituirá 15% da população e ainda, que em 2025 será a sexta maior população idosa do mundo, com cerca de 32 milhões de pessoas acima de 60 anos (Shouri Jr. et. al., 1994). Este crescente envelhecimento populacional vem despertando interesse de diversas áreas de estudo.

Surge, então, uma preocupação não só com a quantidade de anos que se vive, mas essencialmente com a qualidade de vida com o avançar da idade.

Devido à acomodação, característica da velhice estereotipada, os idosos passam por problemas que vão aumentando em número e grau com o passar do tempo, entre a diminuição da força muscular e o comprometimento da locomoção, diminui-se também a coordenação motora, tornando as tarefas do cotidiano ainda mais difíceis de serem realizadas.

Entretanto, para Bolkovoy e Blair (apud Silva, 1989) esse processo pode ser amenizado com um programa dirigido de atividade física, o que permite aos indivíduos manterem níveis ótimos das funções para sua idade.

Nesse sentido, as atividades físicas generalizadas devem estar em evidência nos estudos referentes a esta faixa etária.

Assim sendo, o objetivo deste estudo é verificar, o que acontece com os níveis de coordenação motora, de mulheres idosas, quando se submetem a um treinamento sistemático que se caracteriza por atividade física generalizada, no sentido de conscientizar essa população o quanto ela se beneficia com essa prática.


O idoso

A existência humana é marcada, nos seus extremos, por dois fenômenos opostos, a vida e a morte. O ser humano então, passa pela infância, atravessa a mocidade, atinge a maturidade e, finalmente, chega à velhice. Aparecem, então, os primeiros sinais evidentes da usura de todo o organismo (Rosa, 1983).

Para a Organização Mundial de Saúde (OMS, apud Weineck, 1991) é considerado como idoso, o indivíduo que tem entre 61 e 75 anos de idade.

São encontradas várias classificações sobre envelhecimento na literatura, contudo pode-se observar um consenso, no qual, o indivíduo acima de 45 anos poderá dar início a várias limitações negativas, tanto biológicas quanto psicológicas e sociais, decorrentes desse processo de envelhecimento.

A velhice é um período de declínio caracterizado por dois aspectos: a senescência e a senilidade. A senescência é o período em que os declínios físico e mental são lentos e graduais, ocorrendo em alguns indivíduos na casa dos 50 e em outros, depois dos 60 anos. A senilidade se refere à fase do envelhecer em que o declínio físico é mais acentuado e é acompanhado da desorganização mental. Aqui, também, encontramos as diferenças entre as pessoas; algumas se tornam senis relativamente jovens, outras antes dos 70 anos, outras, porém, nunca ficam senis, pois são capazes de se dedicarem a atividades criativas que lhes conservam a lucidez até a morte (Rosa, 1983).

Para Pikunas (1979), as capacidades funcionais dependem principalmente do sistema circulatório, que fornece oxigênio, fluídos e nutrição. As paredes dos vasos sanguíneos, artérias, veias e capilares endurecem e se tornam mais estreitas com a idade. Isto interfere na circulação satisfatória do sangue; o endurecimento dos capilares perturba o suprimento de nutrientes aos vários sistemas e órgãos do corpo, inclusive o sistema nervoso central, começando a atrofia gradual dos músculos e dos tecidos, diminuindo o vigor, peso e imunidade à infecção de órgãos vitais como o cérebro, os pulmões e o coração.

Segundo Rosa (1983), alguns dos aspectos mais visíveis do processo do envelhecimento são as rugas, os cabelos brancos, a redução da capacidade de locomoção, a redução da força física e a falta de firmeza das mãos e pernas. As funções sensoriais são as mais afetadas pelo processo de envelhecimento. A capacidade de ouvir começa a sofrer reduções, há o declínio da visão causado pela deteriorização da córnea, da lente, da retina e do nervo óptico. Ocorrem também consideráveis mudanças nos sentidos do olfato e do paladar.

Ocasionalmente, devido a todo esse processo, há um comprometimento da coordenação motora e uma crescente diminuição do rendimento motor desses indivíduos idosos, podendo perceber regressões gradativas nas atividades diárias, profissionais ou psíquicas. Comparando pessoas inativas na prática esportiva com pessoas ativas nesta fase, as diferenças individuais são muito mais observadas, pois a pobreza de movimentos conduz à atrofia da habilidade motora (Meinel & Schnabel, 1984).

Na velhice, a dificuldade de realizar tarefas fica evidente: as distâncias mais longas, as escadas mais difíceis de subir, as ruas mis perigosas de atravessar. O mundo torna-se uma ameaça para o idoso.

Assim sendo, a atividade física generalizada precisa ser vivenciada e receber mais importância do idoso. A coordenação motora, por exemplo, se for exercitada pode amenizar os danos causados na sua eficiência pelo processo de envelhecimento.


A coordenação motora

A coordenação motora, segundo Rauchbach (1990), é a base do movimento homogêneo e eficiente, que exige uma extensa organização do sistema nervoso, com utilização dos músculos certos, no tempo certo e intensidade correta, sem gastos energéticos.

É comum ouvir-se dizer que determinadas pessoas são descoordenadas e até desajeitadas, pois, quando solicitadas, suas respostas psicomotoras a alguns movimentos não correspondem ou são executados de forma inadequada.

A coordenação psicomotora ou neuromuscular se faz presente e é necessária em todos os movimentos que as pessoas fazem, variando apenas no grau de solicitação. Quanto melhor for a qualidade da coordenação, tanto mais fácil e precisamente será realizado o movimento. A realização do movimento torna-se mais flexível e econômica, de modo que decresce o consumo energético e, consequentemente, a capacidade máxima de oxigênio cresce em relação a uma determinada solicitação muscular, baixando, simultaneamente, o nível de fadiga (Hollmann apud Silva, 1998).

Segundo Van Norman (apud Silva, 1998), a coordenação pode ser trabalhada com seqüências de movimentos e uma infindável variedade de combinações de braços e pernas. Esta desempenha um papel fundamental na prevenção de acidentes e pode deteriorar-se rapidamente se não exercitada. Quanto mais complicado o desempenho motor, tanto maior será a importância da coordenação. Seu aperfeiçoamento, através da repetição, transformará um acontecimento consciente, ligado ao córtex cerebral, em um processo de evolução inconsciente, cuja automotricidade está entregue aos centros cerebrais secundários. Desse modo, o córtex é aliviado por um lado, e por outro, a realização de movimentos passa a ser dominada com mais segurança e exatidão do que anteriormente. O desenvolvimento da coordenação resulta em maior precisão de movimento e maior economia de esforço muscular porque há menor atividade muscular extrínseca. A precisão do movimento depende de inibição ativa de todos os neurônios motores, exceto os envolvidos no movimento desejado.

A coordenação motora tem atributos que permitem que o corpo tenha uma estrutura autônoma, ou seja, encontra em si mesmo sua organização. É como elemento autônomo que ele entra em interação com o meio externo (Piret & Béziers, 1992).

Hollmann (apud Silva, 1988), faz uma classificação, quanto ao tipo da coordenação:

Coordenação intramuscular: cooperação neuromuscular;

Coordenação intermuscular: cooperação de diversos músculos;

Coordenação motora-fina: harmonia e precisão dos movimentos finos dos músculos das mãos, pés e rosto, ou coordenação dos músculos pequenos para atividades finas;

Coordenação visio-motora: coordenação de movimentos que são orientados pela visão, associada a outras habilidades. Exemplos: olho- mão, olho- pés.

À medida que os anos tardios da vida se aproximam, há um declínio marcante nas capacidades físicas devido à crescente diminuição do rendimento motor, que variam de pessoa para pessoa, conseqüentes das inúmeras alterações do organismo humano no decorrer do processo de envelhecimento, vistas anteriormente neste estudo.

Portanto, a eficiência da coordenação motora também é comprometida, podendo até mesmo deteriorar-se se não for exercitada.


A coordenação motora e o idoso

Os exercícios físicos funcionam como recursos poderosos contra o envelhecimento do corpo e da mente, eles retomam a auto-estima. As pessoas idosas beneficiam-se de uma forma geral, especialmente com exercícios para melhoria da postura, mobilidade e eutonização da musculatura, respiração e resistência, aumento dos reflexos, da coordenação e equilíbrio. Assim sendo, a coordenação motora deve estar dentre os principais fatores a serem trabalhados num programa de atividade física dirigido para o idoso.

Dentre os vários tipos de coordenação, a óculo-manual é particularmente importante na vida dos idosos, pois as funções sensoriais são as mais afetadas pelo processo de envelhecimento, levando a um declínio da visão causado pela deteriorização da córnea, da lente, da retina e do nervo óptico e, também, de uma falta de firmeza das mãos e pernas. Assim, tarefas como: abotoar as próprias roupas, escrever, digitar, cortar com faca, manipular uma agulha ou alfinete, discar número de telefone, requerem um certo nível desse tipo de coordenação para o indivíduo levar uma vida independente (Rauchbach, 1990).

Os exercícios de coordenação que devem ser trabalhados com os idosos devem visar os padrões de movimentos da vida diária (é bom lembrar que pensando nisso é que o Projeto de Extensão Universitária, "Atividade Física na Terceira Idade", escolheu o Teste de Coordenação utilizado por eles e que será mostrado e analisado detalhadamente por este estudo), não sendo necessários jogos de movimentos complexos que causam desconforto pela dificuldade na execução. Opta-se então, por movimentos coordenados de braços e pernas, mão e mão, mão e pés, educando dessa forma, a ação reflexa dos movimentos nas ações do dia-a-dia.

Alguns exemplos de exercícios que podem ser trabalhados são: marchar em diferentes formas, com joelhos altos ou pernas esticadas, para frente, para os lados e para trás, variando os movimentos dos braços, em um determinado ritmo ou livremente (maneira mais fácil de desenvolver os movimentos coordenativos nos idosos). Pode-se trabalhar também com movimentos coordenativos isolados, movimentos só de braços ou só de pernas, mas o idoso leva mais tempo para assimilar e o professor deve ser paciente para não desmotivar (Piret & Béziers, 1992).


Metodologia

Foi feito um levantamento dos resultados dos testes de coordenação motora, realizados entre os anos de 1997 a 2000, cedidos pelo Projeto de Extensão Universitária, "Atividade Física para a Terceira Idade", do Departamento de Educação Física, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Rio Claro. As atividades práticas disponíveis para os participantes desse projeto são realizadas três vezes por semana, nas terças, quartas e quintas-feiras, no período das 7:00 às 8:00 horas, onde os alunos optam entre dois tipos de atividades ao dia, escolhidas no início de cada ano. As atividades são organizadas da seguinte maneira:

Terça-feira: Dança e Musculação.

Quarta-feira: Biotonia e Ginástica.

Quinta-feira: Esportes e Atividades Lúdicas.

A população alvo do presente estudo foi constituída por 10 indivíduos do sexo feminino com idade entre 62 e 70 anos, apresentando uma média de 65,7 anos de idade, residentes na cidade de Rio Claro, participantes do projeto citado anteriormente, selecionados por terem maior freqüência nos testes de coordenação motora do período analisado, uma vez que, estes são feitos quatro vezes ao ano, pelos estagiários do projeto, sendo realizados em março, junho, agosto e dezembro. Existe um dia específico para a realização do mesmo, não tendo nenhum tipo de atividade física antes do teste.

Será usada a média anual individual e do grupo para comparação dos resultados. Para comparação dos resultados das avaliações, entre os anos, será utilizada uma análise de variância para medidas repetidas com nível de significância de p<0,05.

Para uma melhor compreensão do estudo, será mostrado detalhadamente através de um protocolo do teste de coordenação analisado como o mesmo é realizado (figura1).


Protocolo do teste de coordenação realizado pelos indivíduos

Teste de coordenação: Um pedaço de fita adesivo com 76,2 cm de comprimento é fixado sobre uma mesa. Sobre a fita são feitas seis marcas com 12,7 cm eqüidistantes entre si, com a primeira e última marcas a 6,35 cm de distância das extremidades da fita. Sobre cada uma das seis marcas é afixado, perpendicularmente à fita, um pedaço de fita adesiva com 7,6 cm de comprimento, formando assim seis pequenos quadrados sobre a fita maior (Figura 1). O sujeito senta-se de frente para a mesa e usa sua mão dominante para realizar o teste. Se a mão dominante for a direita, uma lata de refrigerante é colocada no quadrado 1, a lata dois no quadrado 3 e, a lata três no quadrado 5. A mão direita será colocada na lata 1, com o polegar para cima, estando o cotovelo flexionado num ângulo de 100 a 120 graus.

Quando o avaliador sinalizar, um cronômetro será acionado e, o sujeito, virando a lata inverte sua base de apoio, de forma que a lata um seja colocada no quadrado 2; a lata dois no quadrado 4 e; a lata três no quadrado 6. Sem perda de tempo, o avaliado, tendo o polegar apontado para baixo, apanha a lata 1 e inverte novamente sua base, recolocando-a no quadrado 1 e, da mesma forma, procede colocando a lata dois no quadrado 3 e a lata três no quadrado 5, completando assim um circuito. Uma tentativa equivale a realização do circuito duas vezes, sem interrupções. O cronômetro será parado quando a lata 3 for colocada no quadrado 5, ao final do segundo circuito. Caso o sujeito for canhoto, o mesmo procedimento será adotado, exceto que as latas serão colocadas a partir da esquerda - lata um no quadrado 6, lata dois no quadrado 4 e lata três no quadrado 2, e assim por diante. A cada sujeito serão concedidas duas tentativas de prática, seguidas por outras duas válidas para avaliação, sendo estas últimas duas anotadas até décimos de segundo, sendo considerado como resultado final o menor dos tempos obtidos (Gobbi, Zago, Villar & Polastri, 1998).

Através da análise de variância para medidas repetidas, observa-se pela figura 2 que há diferença entre as coletas (f3, 108 = 22,639; p< 0,000), na qual pode-se verificar que o grupo melhora o nível da coordenação motora, comparando, a média dos resultados obtidos nas primeiras coletas, com a da quarta coleta de cada um dos anos analisados. Sendo assim comprova-se o que foi visto na revisão de literatura, ou seja, a coordenação motora, quando exercitada tende a retardar o crescente declínio dessa habilidade, decorrente das inúmeras alterações do organismo humano no decorrer do processo de envelhecimento.

Já na figura 3, pode-se ter uma visão mais detalhada do desempenho dos participantes em cada ano. Nota-se então, que nos anos de 1997 e 1998, o desempenho inicial destes nos testes, não foi tão bom. Isso pode ter acontecido, pelo fato dos participantes realizarem atividade física, dentro do Projeto "Atividade Física para a Terceira Idade", comum a todos e não muito diversificada nos anos anteriores a estes. A partir de 1997, com o "Projeto" mais bem elaborado, oferecendo atividades físicas generalizadas e separadas por modalidades (dança, musculação, esportes, atividades lúdicas, biotonia e ginástica), como visto anteriormente, pode-se trabalhar mais especificamente certas habilidades, assim como a coordenação motora.

Em compensação, nos primeiros testes dos anos de 1999 e 2000, os participantes tiveram uma grande melhora, entretanto, a melhora no decorrer destes anos é menos acentuada, o que mostra que os efeitos são piores quando eles terminam o ano.

Observa-se, também que no ano de 2000, eles começaram e terminaram o ano mais ou menos no mesmo nível. Como no final desses quatro anos observados, o nível de coordenação estabilizou-se, pode ser que o treinamento sistemático de atividades físicas que é submetido aos participantes pode estar estável, não sendo mais auto-suficiente para melhorar o desempenho dos seus praticantes nos testes para tal habilidade. Entretanto, também pode ser que, como a idade desses indivíduos aumentou, pode ter ocorrido uma diminuição das suas capacidades físicas, decorrentes dos efeitos negativos do processo de envelhecimento, que pode ter causado esta estabilidade, não significando que o desempenho deles tenha piorado.

Isso pode ser observado, verificando a diferença significativa, existente entre a primeira coleta do ano de 1997 e a de 2000, a qual mostra perfeitamente o quanto eles melhoraram durante estes quatro anos, ainda mais que, como já foi dito, o envelhecimento os acompanhou esse tempo todo.


Conclusão

Levando em consideração os resultados obtidos, concluí-se que a prática de atividade física generalizada pode contribuir para a melhora ou manutenção do nível de coordenação motora dos indivíduos idosos e, assim, retardar os efeitos do processo de envelhecimento nessa habilidade.

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Alguns pacientes neurológicos apresentam alterações e distúrbios da cinesia funcional que os impedem de exercer sua autonomia física, repercutindo sobre sua estrutura psicológica e socioeconômica. Em decorrência desses distúrbios, os pacientes possuem graus variáveis de incapacidade que determinam níveis de dependência ao cuidador. Este trabalho teve como objetivo investigar a efetividade da Fisioterapia no quadro clínico do paciente neurológico, sob a ótica do cuidador e da dinâmica familiar, no processo de atendimento domiciliar. Foi realizado um estudo descritivo e comparativo, a partir da seleção de pacientes neurológicos de ambos os sexos, adultos ou idosos, em 15 pacientes moradores da Comunidade da Serrinha, com Programa de Saúde da Família (PSF), sem inclusão do Fisioterapeuta e 16 que fazem uso do serviço de "home care" através do Instituto da Previdência do Município (IPM). Os dados foram coletados através de questionário aplicado aos cuidadores desses pacientes. Foi detectado que 38,70 % dos cuidadores eram filhos, 87,09 % do sexo feminino e que 51,62 % cuidavam há menos de 6 anos. Os cuidadores do grupo do IPM eram mais orientados, tinham mais esclarecimento a respeito da doença, sentiam-se mais satisfeitos e menos cansados ao cuidar dos pacientes em relação ao grupo do PSF. Ainda, os pacientes do IPM variavam com mais freqüência o tempo no leito e apresentavam menos dor e parestesia em comparação ao grupo sem essa assistência. Os resultados mostraram que os cuidadores dos pacientes com assistência fisioterapêutica (IPM) tinham uma visão mais otimista do quadro clínico, bem como se sentiam mais motivados ao lidar com esses pacientes.